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12 de mar. de 2011

A QUARESMA segundo João Paulo II




































A Quaresma não pode passar despercebida. Não pode deixar de se distinguir do resto dos dias e das semanas. Deve ser um «tempo forte». Deve ser uma resposta ao chamamento (ao desafio). Deve ser conscientemente assumida como tal e assim realizada. Deve ser um programa. Outrora, esse programa era o que derivava dos preceitos da Igreja. Hoje deve ser um programa aceite até ao fundo, pessoalmente, e realizado no espírito da Igreja.

A QUARESMA segundo João Paulo II

Durante a Quaresma, sentimos muitas vezes chegar até nós as palavras: oração - jejum - esmola. Estamos habituados a pensar nelas como em obras pias e boas, que todos os cristãos devem realizar sobretudo neste período. Esse modo de pensar é correcto, mas não é completo. A oração, a esmola e o jejum devem ser compreendidos com maior profundidade, se os quisermos inserir mais a fundo na nossa vida, e não considerá-los simplesmente como práticas passageiras, que exigem de nós apenas algo de momentâneo ou então que só momentaneamente nos privam de alguma coisa. Com esse modo de pensar não chegaremos ainda ao verdadeiro sentido e à verdadeira força que a oração, o jejum e a esmola têm no processo de conversão a Deus e da nossa maturação espiritual. Uma coisa vai de par com a outra: amadurecemos espiritualmente convertendo-nos a Deus, e a conversão realiza-se através da oração, como também através do jejum e da esmola, entendidos correctamente.

A QUARESMA segundo João Paulo II

Convém talvez dizer já que não se trata aqui apenas de «práticas» momentâneas, mas de atitudes constantes, que dão uma forma duradoura à nossa conversão a Deus. A Quaresma, como tempo litúrgico, dura apenas quarenta dias em cada ano: mas, para Deus, nós devemos tender sempre; isso significa que devemos constantemente converter-nos. A Quaresma deve deixar uma marca forte e indelével na nossa vida. Deve renovar em nós a consciência da nossa união com Jesus Cristo, que nos faz ver a necessidade da conversão e nos indica os caminhos para a realizar. A oração, o jejum e a esmola são justamente as vias de Cristo nos indicou.




A QUARESMA segundo João Paulo II

A Quaresma, a palavra de Deus, oferecendo dia após dia crescentes motivos de reflexão, é um guia seguro, que ensina a privilegiar o interior sobre o exterior, o essencial sobre o efémero, o ser sobre o parecer. Se permanecerdes fiéis a este duro mas tonificante exercício espiritual, o processo da autêntica conversão avançará expedito e traduzir-se-á em atitudes duma vida nova.



 










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