23 de set de 2011
NOSSA SENHORA DAS MERCÊS - 24 de Setembro
A invocação ou nome de Nossa Senhora das Mercês é uma a mais entre as muitas que são dadas à única Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo e, por isso, mãe espiritual de cada cristão e de toda Igreja.
Esta invocação das Mercês data aproximadamente de 1218, quando os maoemetanos dominavam parte da península Ibérica e faziam incursões às terras, praianas da França e Itália e nos mares assaltavam as embarcações para, de toda forma que podiam, roubar, matar e levar para o cativeiro da África, os homens, mulheres e crianças que encontravam.
Os cristãos capturados eram submetidos a trabalhos forçados e à dura escravidão (daí as correntes nas mãos dos anjinhos aos pés de Nossa Senhora das Mercês), da qual podiam livrar-se, renunciando a fé Católica e abraçando as doutrinas e costumes muçulmanos. Diante de tamanho sofrimento, muitos terminavam fazendo a vil troca de Cristo e sua Igreja por Maomé e seus costumes.
Nossa Senhora, compadecida dos seus filhos e filhas, aparece a três jovens: Pedro, Raimundo e Jaime e os convida para que fundem uma Ordem encarregada de socorrer os pobres cristãos e mantê-los na fé e nos costumes. Os três jovens levaram a notícia ao Bispo focal, este ao Papa, e receberam autorização da Igreja para fundarem a "Ordem de Nossa Senhora das Mercês".
No dia 10 de Agosto de agosto de 1218, o Bispo de Barcelona (Espanha), D.Berenguer de Palou, na própria catedral, na presença do rei Jaime I de Aragão e muita gente, Pedro Nolasco e Companheiros faziam a Deus solene entrega de suas vidas para dedicarem-se à Redenção e ajuda dos cristãos na escravidão dos maometanos. A Ordem nasceu, cresceu e espalhou-se em seguida pelo mundo inteiro, tendo como carisma o resgate dos cativos. Desse fato surgiu a devoção a Nossa Senhora das Mercês, cuja festa litúrgica se celebra aos 24 de setembro.
Hoje são outras as escravidões: consumismo, comodismo, secularismo, individualismo, depressão, angustia, medos, desemprego, violência, vícios, fome, divisão, desagregação familiar... Que Nossa Senhora das Mercês, ela que nos deu a grande mercê, seu filho Jesus Cristo, interceda por nós e nos ajude a vencer as escravidões do mundo atual.
(Do Blogue "O CAPUCHINHO")
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NOSSA SENHORA DAS MERCÊS - 24 de Setembro
22 de set de 2011
20 de set de 2011
MADRE RITA AMADA DE JESUS – A PRIMEIRA BEATIFICAÇÃO EM PORTUGAL
(Do Site da Junta de Freguesia de Ribafeita) (…) Outra figura que se destacou foi a Madre Rita Amada de Jesus. Nasceu a 5 de Março de 1848. Desde muito jovem que sentiu o desejo de se consagrar à Igreja para a salvação das almas. Viveu a evangelizar crianças, adolescentes desamparados, pobres e as famílias. Iniciou o seu apostolado aos 18 anos percorrendo algumas freguesias, fazendo orações nas capelas. Fundou a "Congregação Jesus Maria José”, a qual teve o seu primeiro colégio numa das povoações da Freguesia. O Instituto sofreu perseguições em Portugal e em 1912 um grupo de religiosas foi para o Brasil, o qual deu corpo á sua obra. Actualmente o Instituto está espalhado por vários continentes. Rita Amada de Jesus foi beatificada em 28 de Maio de 2006, em Viseu.
No Blogue: http://beataritamada.blogspot.com/ nos Links, Temas: A PRIMEIRA BEATIFICAÇÃO EM PORTUGAL, pode ser visto as 140 páginas do Livro “A Beatificação de Madre Rita na Imprensa Regional e Nacional” – 2006. Um grande acontecimento na Diocese de Viseu. 24 de Setembro é o dia dedicado pela Igreja ,à Beata Rita Amada de Jesus.
17 de set de 2011
ESTIGMAS DE SÃO FRANCISCO - 17 de Setembro
Em Setembro de 1224 Francisco havia subido com alguns companheiros as alturas do Monte Alverne. Por dias e dias sua oração se tornava mais ardente, para uma angústia de amor. Ele orava em alta voz entre lágrimas e suspiros:
- Senhor meu Jesus Cristo: duas graças te peço antes de morrer: a primeira, que eu sinta na alma e no corpo aquele tormento que tu, dulcíssimo Jesus, suportaste na hora da tua acerbíssima paixão; a segunda, que eu sinta em meu coração, quanto possível, aquele grande amor do qual tu, Filho de Deus, estavas inflamado para suportar de boa vontade tão doloroso martírio por nós pobres pecadores -
Calou-se e ficou com os braços em cruz; parecia a sombra de um homem extenuado, consumido de jejuns e sofrimentos. Mas o seu semblante ainda reflectia a luz do incêndio de amor que dentro lhe ardia.
Imóvel olha o oriente, quando de repente o céu se abre com grande fulgor e, flamejante, um serafim alado aparece a seus olhos extáticos, aparentando, desenhado em sua pessoa, a imagem do Crucificado.
Alverne resplandecia todo de fulgidíssima luz que iluminava os montes, as colinas e os vales das cercanias.
Francisco permaneceu fulminado: sentiu um espasmo dilacerante por todo o corpo e ficou esmorecido.
Quando saiu do êxtase, sentiu-se penetrado de dupla dor pungente e suave; sobre as mãos, sobre os pés apareceram os pregos de Cristo, e sobre o peito, visível e sangrando, a chaga do Mártir Crucificado.
«Na pedra crua entre Tibre e Arno de Cristo aceita o último sigilo que por dois anos os seus membros portam».
(DANTE, Par. XI, 106-8)
O Andor a chegar à Igreja Matriz de Ovar
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ESTIGMAS DE SÃO FRANCISCO - 17 de Setembro
14 de set de 2011
EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ (2) - 14 de Setembro
Este dia recorda-nos a descoberta da Santa Cruz, no ano de 320, por Santa Helena, mãe de Constantino. Mais tarde, Cosroas, rei da Pérsia, levou a cruz para o seu país. Heráclio devolveu-a a Jerusalém.
O cristianismo é uma mensagem de amor. Porquê, então, exaltar a Cruz? Além disso, a Ressurreição, mais do que a Cruz, dá sentido à nossa vida.
Mas aí está a Cruz, o escândalo da Cruz, de S. Paulo. Nós nunca teríamos introduzido a Cruz. Os caminhos de Deus, porém, são diferentes. Os apóstolos rejeitavam-na. E nós também. Quando Clódovis lia a Paixão exclamava: Ah!, se eu tivesse estado ali, com os meus francos!
A Cruz é fruto da liberdade e do amor de Jesus. Não era necessária. Jesus qui-Ia, para nos mostrar o seu amor e a sua solidariedade com a dor humana. Para partilhar da nossa dor e torná-Ia redentora.
Jesus não veio suprimir o sofrimento: o sofrimento continuará presente entre nós. Também não veio explicá-lo: continuará a ser um mistério. Veio para o acompanhar com a sua presença.
Ao contemplar a dor e morte de Jesus, o Santo, o Inocente, o Cordeiro de Deus, não podemos revoltar-nos diante do nosso sofri¬mento nem diante do sofrimento dos inocentes, embora continue a ser um tremendo mistério.
Jesus, em plena juventude, é eliminado e aceita a morte para nos abrir o paraíso com a força da sua bondade: «Na plenitude da vida, sendo o nosso guia e exemplo, deu o passo para a morte, porque Ele assim quis. Contemplai, aberto pela força de um Cordeiro, de par em par, o paraíso». (Hino de Laudes).
Em toda a sua vida, Jesus não fez mais do que descer: na encarnação, em Belém, no desterro. Perseguido, humilhado, condenado. Apenas sobe na Cruz. E nela está elevado, como a serpente no deserto, para que O vejamos melhor, para nos atrair e nos infundir esperança. Pois Jesus não nos salva de fora, como por artes mágicas, mas sim de dentro, partilhando os nossos problemas. Jesus não está na Cruz para nos ensinar como um mestre, com palavras, mas sim para partilhar a nossa dor solidariamente.
O discípulo, porém, não é de melhor condição que o mestre, diz Jesus. E acrescenta: «Aquele que quiser vir comigo que se renegue a si mesmo, carregue com a sua cruz e siga-me». É fácil seguir a Jesus em Belém, no Tabor. Que bom é estarmos aqui!, dizia Pedro. No Getsémani, deixa-se dormir. E logo depois nega-O.
«Não se vai para o céu, hoje, nem daqui a vinte anos. Vamos quando formos pobres e estivermos crucificados» (Leon Bloy). «Sobe à minha Cruz. Eu ainda não saí dela» (Jesus a S. João da Cruz). Não tenhamos medo. A Cruz é um sinal mais, enriquece, não é um sinal menos. O sofrer passa, o ter sofrido - a maturidade adquirida na dor - não passa mais. A Cruz são dois paus que se cruzam: se ajustarmos a nossa vontade à de Deus, pesa menos. Se beijarmos a Cruz de Jesus, beijamos a nossa, um fragmento da sua.
A Cruz aceite - não a procurada - tem um grande valor... Disse uma ostra a outra ostra: «Sinto uma grande dor dentro de mim. É pesada e redonda a minha carapaça e faz-me sofrer». A outra ostra replicou-lhe, com astúcia: Bendito seja o céu e a terra e o mar. Eu não sinto nenhuma dor dentro de mim. Sinto-me bem e feliz». Um caranguejo, que ia passando por ali, ouviu-as e disse para a que se sentia feliz: «Pois, sentes-te bem, mas a dor da outra é uma formosa pérola».
É a ambiguidade da dor. Quem não sofre, fica imaturo, verde.
Quem a aceita, santifica-se. Quem a rejeita, amargura-se e revolta-se.
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EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ (2) - 14 de Setembro
12 de set de 2011
S. JOÃO CRISÓSTOMO, Bispo e Doutor da Igreja - 13 de Setembro
S. João Crisóstomo nasceu em Antioquia, no ano de 344. O seu pai, de nome Segundo, era
um guerreiro corajoso. A sua mãe é a mulher forte da Bíblia. Cedo morreu o seu marido e ela ficou encarregada da educação do filho.
Aos vinte anos já sobressaía como orador e comparavam-no a Demóstenes. João apresentou-se ao bispo de Antioquia e pediu-lhe o baptismo. Depois desejou imitar os anacoretas e pensou em retirar-se para o deserto da Síria.
Um dia, o seu grande amigo, Basílio, visitou-o e comunicou-lhe que queriam fazê-los bispos. Eles opunham-se. Chegado o dia da consagração, só encontraram Basílio. João tinha fugido para o deserto.
Ali, escreveu o Diálogo sobre o sacerdócio. Distribuía o seu tempo pelo estudo e pela oração. Mas a sua voz sublime não podia apagar-se no deserto. O patriarca Flaviano chamou-o e ele voltou para a cidade.
Sacerdote e auxiliar do seu bispo, entrega-se ao ministério da palavra, e converte-se em João Crisóstomo, o da boca de ouro. Prega a toda a hora, ataca os vícios, exorta, aconselha, deslumbra com a sua palavra.
Publicou seus vinte discursos sobre as imagens num momento delicado. O povo amotinou-se contra o imperador Teodósio. Teodósio pensava castigá-los duramente. Crisóstomo serenou os ânimos.
Pregava a toda a hora. Mas não se contentava com o entusiasmo passageiro dos ouvintes. Queria ver o fruto, as obras. Não admitia uma resposta apenas de palavras. Não basta, dizia, adornar o templo. Que te dirá Deus, se não te preocupas em atender o teu irmão?
No ano de 397 é nomeado patriarca de Constantinopla. Continuará a pregar contra as injustiças da corte e dos poderosos, o mesmo, agora em Bósforo, que antes no Orontes. Os vícios eram denunciados com o protesto da sua palavra, como um dia sucederá com Hildebrando e Tomás Becket.
Perante a debilidade do imperador Arcádio, levanta-se com todo o poder o ambicioso Eutrópio, convertido em cônsul. Aquele que se lhe opunha era eliminado, como acontecera com o cônsul Primásio e seu filho. Quis eliminar também a viúva, que invocou o direito de asilo na Igreja. Eutrópio reclamou-a, mas encontrou-se frente a frente com o patriarca e teve que retroceder.
Mudaram as coisas. O que tinha abolido o direito de asilo caiu na desgraça. A multidão queria assassiná-lo. Recorre ao direito de asilo. E agora é João quem sai em sua defesa; acalma-os e consegue o perdão.
A corte volátil, que tanto devia a Crisóstomo, agora volta-se contra ele, para dar prazer aos ressentidos e para agradar ao patriarca de Alexandria, rival de Constantinopla. João não se amedronta. Não se importa com a morte. Grita. A minha vida é Cristo e morrer é um lucro.
Foi desterrado. Um tremor de terra, considerado como um sinal da cólera divina, assustou a supersticiosa imperatriz Eudósia. Chamam-no e ele regressa. O Bósforo iluminou-se para o receber. João coloca a sua vida nas mãos de Deus.
Novamente é desterrado para a fronteira da Arménia, por censurar os luxos e a frivolidade da imperatriz. Continua a pregar no desterro. Mantém correspondência com todas as Igrejas do mundo. Ao Papa Inocêncio I diz que o seu afecto para com ele o consola de todos os sofrimentos.
Quando ia a ser trasladado para a costa oriental do Mar Negro, junto do Cáucaso, ao chegar a uma ermida da povoação de Comano, adoeceu e, esgotado, expirou. Foi chamado o teólogo da Eucaristia e o melhor intérprete de S. Paulo. Os seus restos mortais repousaram, primeiro, em Constantinopla. Actualmente, encontram-se em Roma, na basílica de S. Pedro do Vaticano.
(do Livro “Os Santos do Mês” da Editorial Missões, de Cucujães)
A Catedral Metropolitana Ortodoxa da cidade de São Paulo (Bairro do Paraíso, onde começa a Avenida Paulista), que foi inspirada na Hagia Sofia de Istambul, concluída em 1954,e é destinada às numerosas colónias grega, arménia e parte da sírio-libanesa e turca (destas duas últimas, metade era muçulmana, metade ortodoxa).
Altar-mor e Celebração da Divina Liturgia de São João Crisóstomo, na Catedral Metropolitana Ortodoxa de São Paulo, no Brasil.
9 de set de 2011
S. PEDRO CLAVER - 9 de Setembro
O papa Leão XIII, ao canonizar São Pedro Claver, declarou: "Pedro Claver é o santo que mais me impressionou depois da vida de Cristo".
Nasceu em Verdú, na Catalunha (Espanha) em 1580. Desejando os piedosos pais consagrar o filho ao serviço do altar, enviaram Pedro à Salsona para estudar os primeiros elementos da gramática. Com 15 anos, o Bispo de Salsona conferiu-lhe a primeira tonsura e, aos 21 anos, entrou na Companhia de Jesus em Barcelona. Pedro era devotíssimo da Virgem Maria e um profundo adorador de Jesus Eucarístico. Após os estudos, Pedro foi ordenado sacerdote e enviado como missionário à Cartagena, porto da Colômbia, onde viveu seu apostolado entre os escravos por mais de quarenta anos.
Em Cartagena, Pedro Claver estava diante de um dos três portos negreiros da América Espanhola, onde a cada ano chegavam de 12 a 14 navios carregados de escravos.
A Igreja S. Pedro Claver em Cartagena
Os escravos trazidos ou "roubados" da África ficavam durante a viagem nos porões escuros do navio, que não tinham condições para abrigar seres humanos. Eram tratados com menos cuidado do que os animais selvagens, e por fim os que não morriam, eram vendidos.
Durante mais de quarenta anos, a vida de Pedro Claver foi servir àqueles escravos, cuidando deles, do físico ao espiritual. Claver fazia de tudo para evangelizar um por um. Por suas mãos passaram mais de trezentos mil escravos.
No dia 3 de abril de 1622, Pedro Claver acrescentou aos votos religiosos de sua profissão mais um voto: o de gastar a vida inteira ao serviço dos negros escravos. Testificando este voto, escreveu de próprio punho: "para sempre escravo dos
Vítima da caridade, acabou morrendo em 1654, com 74 anos de idade e 52 anos de vida religiosa, quando ao socorrer o Cristo excluído e chagado, pegou uma terrível peste.
Foi declarado pelo Papa Pio X especial patrono de todas as missões entre os negros.

Ilustrações e texto extraído do Google
7 de set de 2011
NATIVIDADE DA VIRGEM MARIA - 8 de Setembro
A liturgia do dia 8 de Setembro nos faz refletir sobre a figura da Santíssima Virgem Maria, quando celebramos o dia feliz do seu nascimento. Também celebramos o santíssimo Nome de Maria no próximo dia 12. Sobre esse belíssimo nome, com o auxílio dos Padres da Igreja, quero refletir neste artigo, voltado para a celebração destas duas memórias.
O nome Maria, do hebraico Miriam, entre tantas traduções, significa Estrela do Mar. Um belíssimo titulo dado pelos seus genitores à Virgem Santa. Estrela, mas o que significa a estrela? Qual seu papel na vida dos homens? São duas perguntas que nos ajudarão a refletir neste dia. A estrela é um astro de dimensões grandes, porém, humildemente aparece aos nossos olhos como um simples sinal luminoso. Sinal que quanto mais se faz conhecer, quanto mais se vê a sua grandeza. Assim é a Virgem Maria, imensa em grandeza em graça, mas humilde e escondida na cidadezinha de Nazaré.
A estrela servia aos antigos navegadores como sinal seguro que apontava o norte, livrando-os dos naufrágios e das tempestades. Nos idos antigos em que os astros regiam a vida social e exploratória dos homens, a Estrela d’Alva apontava aos que navegavam o norte, era a segurança que, seguindo a direção que indicava, não estariam perdidos no mar. Nós cristãos somos os navegantes que na nau da nossa vida tentamos chegar ao porto seguro da salvação, porém, devemos atravessar o mar bravio da vida, da existência humana, das amarguras e dos sofrimentos. Precisamos chegar ao norte, ao porto, mas o mar é agitado! Como o faremos? Olhemos também nós os céus, o firmamento luminoso onde habita Deus, e entre tantos astros celestes encontramos a Estrela D’alva, que aponta seguramente o porto da salvação – esta estrela é a Virgem Maria. Ela, com materno amor, mostra-nos e, mais ainda, prepara o caminho seguro da nossa salvação, cujo porto é Cristo. Invocando a Maria nas noites escuras e tempestuosas da vida, teremos a certeza que ela nos mostrará o caminho rumo ao seu divino Filho.
Maria é a estrela-do-mar, o seguro porto aos navegantes. Ao celebrar esta festa, reconhecemos que com a sua concepção imaculada e seu santo nascimento brilhou aos navegantes em exílio a luz da Estrela D’alva da nossa salvação. Todos os dias no Salve Regina, nós voltamo-nos a Maria com estas belas frases: Depois deste exílio, mostrai-nos Jesus, a nós que gememos e choramos neste vale de lágrimas. A súplica da Igreja à Virgem Maria é que ela nunca nos deixe perder o rumo certo, e que cheguemos ao fim do nosso peregrinar a contemplar o fruto bendito do seu imaculado e virginal ventre – Cristo Jesus
O nome de Maria, como dizia São Bernardo de Claraval, é o terror dos demónios, é como um exército em marcha contra o reino de Satanás. Doce e suave, transmissor de paz e de alegria, é o nome exaltado pelos coros dos anjos que, ao vê-lo contemplam o mais belo fruto da criação. Ela, a glória de Jerusalém, a Cidade Santa! É a nossa alegria, nosso refúgio e nossa honra.
A Virgem Maria nos assista nesta vida e nos acompanhe na hora derradeira, onde esperamos termos a alegria de pronunciar os santíssimos nomes de Jesus e Maria, e, assim, expirar como o rouxinol que canta ao pôr-do-sol. Pois, partindo a nossa pobre lira, cantará sempre o nosso pobre coração. Procuremos imitar as suas virtudes, assim teremos a certeza que, depois deste exílio, ela nos levará ao porto, ao norte da nossa vida, Cristo Jesus Senhor e Salvador.
(Texto do Seminarista Carlos Donato, da Arquidiocese de Paraíba)
Ilustrações extraídas do Google
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5 de set de 2011
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